FISIOTERAPIA

Fisioterapia na atuação de lesões de membros inferiores nos desportos e nas atividades da vida diária

Sabe-se que para aqueles que treinam incansavelmente e com uma frequência acima do seu limite, as lesões em diferentes partes do corpo são mais sucetíveis, podendo variar de lesões mais leves, como uma simples contratura, até as mais graves, como uma ruptura ligamentar, principalmente aqueles os quais a preparação física e treinamentos não são corretos e/ou específicos.

Em sua maioria, lesões em membros inferiores são mais comuns nos esportes, devido a uma alta sobrecarga de exercícios nesses membros, sejam em saltos ou em corridas, bem como agachamentos e freadas, tendo prejuízos funcionais e grandes períodos de inatividade, quando as sequelas dessas lesões são mais graves ou demandam um tempo mais longo de tratamento.

O joelho é a articulação cujas funções são absorver a energia cinética gerada pelo contato dos membros ao solo e transmitir o movimento aos demais segmentos do corpo, o joelho apresenta três movimentos básicos, sendo estes a flexão, a extensão e a rotação interna e externa. Os movimentos de flexão, juntamente com o movimento de extensão, estão associados ao deslizamento do fêmur sobre o platô tibial, que ocorre durante estes movimentos estando assim mais sucetíveis a lesões mais graves. Para que essa função seja cumprida é necessário ter boa flexibilidade de todas as cadeias musculares, um bom trofismo muscular e um funcionamento harmônico de todas as estruturas do joelho.

Por exemplo, quando há uma ruptura de um Ligamento Cruzado Anterior (LCA) ocasionado por um trauma rotacional, a instabilidade do joelho fica comprometida, fazendo com que o paciente comece a sentir falseio na articulação, o que leva muitos pacientes à realização da cirurgia de reconstrução do ligamento, prevenindo assim complicações futuras nesta articulação.

Como forma de tratamento fisioterapêutico para esses pacientes que optaram por uma intervenção cirúrgica, está sendo muito utilizado recentemente um equipamento de Movimentação Passiva Contínua (CPM), que tem por objetivo prevenir a rigidez articular imediata após a cirurgia, bem como um edema articular e periarticular. “O paciente é colocado na máquina e esta realiza o movimento de flexo extensão sem a ação do paciente, ou seja, a máquina é quem executa (passivamente), evitando assim possíveis comprometimentos na cirurgia. ” A CPM também é indicada no tratamento de reabilitação pós-cirúrgicos de quadril e tornozelo.

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Matéria Por

ANTONIO RODRIGUES DE SOUZA

Fisioterapeuta

CREFITO: 144.705-F | João Pessoa

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