Cálculos renais: causas, prevenção e tratamentos

UROLOGIA

Cálculos renais: causas, prevenção e tratamentos

O Cálculo Renal, também chamado de urolitíase ou nefrolitíase, é uma doença causada pela presença de pedras dentro dos rins ou do trato urinário. Ele é composto de substâncias urinárias normais, mas que, por diferentes razões, foram concentradas e solidificadas em fragmentos maiores ou menores. Sua dimensão pode ser milímétrica, do tamanho de um grão, mas também pode atingir vários centímentros. Apresenta geralmente uma cor castanha ou amarelada, podendo ser um ou mais cálculos renais ao mesmo tempo.

Causas

Uma das principais causas de pedras nos rins é o aumento da concentração de cálcio, ácido úrico ou outros minerais na urina. No entanto, mesmo com essas substâncias em níveis normais, pode haver formação de pedra nos rins se a urina estiver muito concentrada. Com um volume de urina baixo, não há líquido suficiente para dissolver os sais, que se acumulam no rim sob a forma de cristais até formarem a pedra.

Sintomas

Um paciente pode ter pedras nos rins por anos e não apresentar nenhum sintoma. De fato, não é incomum detectar o problema em exames de rotina, como em um Raio-X, solicitado por outros motivos. Entre os sintomas mais comuns estão dor aguda nas costas, abdomen ou virilha, presença de sangue na urina, necessidade constante de urinar, dor ao urinar, incapacidade para urinar e urina com forte odor.

Prevenção

Uma das maneiras de evitar o problema é a correção de qualquer excesso de cálcio, fosfato e outros minerais no organismo. Além disso, uma alimentação saudável permite um melhor controle da doença, bem como o aumento da ingestão de líquidos, preferencialmente a água. Também é essencial seguir uma dieta baixa em calorias, com pouco sal, limitando proteínas animais, açúcares e álcool.

Tratamento

O tratamento dos cálculos renais depende de alguns fatores como o tamanho e onde estão localizados. Quando as pedras estão nos rins, o problema pode ser tratado a partir da Litotripsia Extracorpórea para Ondas de Choque, que é considerado um procedimento não invasivo, ambulatorial e com baixo índice de complicações. Ainda nos rins, outra técnica é a Nefrolitotripsia Percutânea, na qual as pedras são fragmentadas e retiradas através de uma pequena incisão, ou também Ureterorrenolitotripsia Flexível, uma técnica endoscópica e também minimamente invasiva. Já quando o cálculo está localizado no ureter, o tratamento pode ser medicamentoso expulsivo em caso de pedras pequenas. Para cálculos maiores, há a Ureterorrenolitotripsia Rígida que fragmenta as pedras por método endoscópico, sem necessidade de incisões ou cortes.

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Matéria Por

João Guilherme Bertoli

Ginecologia e Obstetrícia

CRM/SC 16110 RQE 13672 RQE 13017 | Jaraguá do Sul

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