FONOAUDIOLOGIA

Problemas de leitura e escrita: Como prevenir, Identificar e tratar

Nos anos iniciais do Ensino Fundamental, em que a criança aprende a ler e a escrever, é necessário que a mesma domine uma série de conhecimentos, sendo um destes, a “escrita das palavras”. Considerada um dos indicadores da aprendizagem, a aquisição das regras para aprender a ler e escrever impõe um conjunto considerável de desafios, o que pode gerar insegurança e uma série de erros na produção escrita das crianças. Muitas dificuldades apresentadas pelas crianças são decorrentes do processo natural de maturação da linguagem oral e de maturação neurológica, ou seja, as crianças precisam superar etapas do desenvolvimento linguístico e neurológico/cognitivo para que o aprendizado da leitura e da escrita se concretize na época certa.

A hipótese de que a aquisição da leitura e escrita é função da maneira como lidamos com os sons da fala, tem sido amplamente aceita. Assim, para aprender a ler e escrever, é fundamental que a criança tenha um pleno desenvolvimento da linguagem oral, o que nos faz compreender que os sons que a criança usa para falar são utilizados para ensinar correspondências entre os sons falados e as letras escritas. Entre os erros mais comuns apresentados pelos escolares, no momento de estabelecer tais correspondências, encontramos: representações múltiplas (“sebola” para “cebola”; “masaneta” para “maçaneta”), apoio na oralidade (“baude” para “balde”; “mulier” para “mulher”), omissões (“baco” para “barco”), junção vocabular (“euvou” para “eu vou”), confusão “am” x “ao” (“sabãm” para “sabão”), trocas surdos e sonoros (“pola” para “bola”; “sepra” para “zebra”), entre outros.

Quando os problemas acontecem, são facilmente identificados pelo professor e, na maioria das vezes, pelos pais. Crianças com histórico de distúrbios na oralidade são mais suscetíveis a quadros de alterações na linguagem escrita, por outro lado, crianças sem dificuldades na oralidade, também podem na época da alfabetização, demonstrar sinais de alterações nesse processo. A avaliação fonoaudiológica munida de exames complementares (neurológico, auditivo, processamento auditivo central, oftalmológico, psicopedagógico, entre outros) é capaz de oferecer subsídios para o tratamento adequado de crianças com dificuldade na leitura e escrita. Crianças que não aprendem, mais do que ter um possível problema, representam um grande problema, tanto para a família, quanto para a escola.

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Matéria Por

ANDREA CRISTINA GRÜDTNER

Fonoaudiologia

CRFA-SC 5831 | Jaraguá do Sul

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