Tratamento para Hérnia de Disco sem intervenção cirúrgica

Tratamento para Hérnia de Disco sem intervenção cirúrgica

UM RELATO DE CASO

Caso Clínico:

Paciente L.A.S 47 anos de idade, sexo masculino, residindo em Francisco Beltrão - PR, apresentou no ano de 2009 severa crise de dor lombar, diagnosticada como hérnia de disco. Realizou uma cirurgia no mesmo ano. Paciente evoluiu bem a cirurgia, no entanto, em agosto de 2014, teve recidiva com dores intensas na região lombar que irradiavam para todo membro inferior esquerdo. Tentou outras intervenções terapêuticas sem sucesso. Em virtude disso, iniciou o tratamento osteopático na data 14 de setembro de 2014.

Como se tratava de uma recidiva foram necessárias doze intervenções osteopáticas, com intervalo de uma semana entre cada sessão. Gradualmente o paciente sentia melhora e em dezembro de 2014 recebeu alta do tratamento osteopático, pois o mesmo não apresentava mais dor alguma decorrente da sua hérnia de disco. Ademais, todos testes ortopédicos e neurológicos eram negativos para algum estresse de origem discal. Já no mês seguinte, em janeiro de 2015, iniciou o pilates terapêutico para fortalecimento dos estabilizadores centrais com o intuito de manter a coluna vertebral bem estabilizada, livre de dor e recidivas.

Atualmente, L.A.S encontra-se sem dor alguma na coluna lombar. A imagem de ressonância magnética ponderada em T2, mostra um corte sagital (primeira imagem) e outro axial (segunda imagem), o antes do tratamento osteopático e após o tratamento.

Pode-se observar abaulamento discal difuso ao nível de L5-VT (vértebra de transição lombossacra) que desloca a face ventral do saco tecal e reduz as dimensões foraminais tocando ambas as raízes de L5. Caracteriza-se também neste nível a presença de extrusão discal com migração caudal, que reduz as dimensões dos recessos laterais, possivelmente comprimindo as raízes de S1. E, após o tratamento, é possível observar que não há mais extrusão discal com a canal medular livre de qualquer estresse de origem discal, que fica bem visível no corte axial.

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Matéria Por

Julio Chinelato

Fisioterapeuta

CREFITO 149868-F | Francisco Beltrão

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