Por que Procuramos Mudanças?

Por que Procuramos Mudanças?

O dicionário pode nos trazer alguns esclarecimentos sobre o que se considera mudança: 1-Ação ou efeito de mudar. 2-Variação das coisas de um estado para outro. 3-Modificação ou alteração de sentimentos ou atitudes. 4-Alteração, modificação, variação. 5-Substituição, etc.

Na primeira sessão de psicoterapia fica muito claro que a grande maioria deseja mudança e para isto, detalha sua vida na tentativa de que o psicoterapeuta tome uma decisão, decida por ele e resolva seus conflitos ou dores.

Quando o paciente não tenta mudar é que a mudança pode ocorrer. Você leu corretamente a afirmação? É isso mesmo. Aí está o paradoxo, quando o paciente/pessoa se conhece, assume e aceita seu modo de ser no mundo a mudança ocorre espontaneamente. Isto faz parte de um conceito da chamada Teoria Paradoxal da Mudança.

A pessoa é capaz de crescer tornando-se cada vez mais o que é, e não quando tenta ser o que não é. [...] é preciso aceitar afetos, pensamentos e desejos, mesmo que sejam desagradáveis e dolorosos, para que a mudança ocorra [...] Dito de outra forma, a mudança pode ocorrer quando a pessoa abandona aquilo que gostaria de se tornar e tenta ser o que é.

Permanecendo no lugar, a pessoa cria uma base sólida para poder se deslocar, pois qualquer movimento fica difícil sem esse terreno firme.

Para se ter esta base, é imprescindível que a pessoa tenho um auto-suporte, que inclua tanto o autoconhecimento quanto a auto-aceitação. “Não podemos nos dar suporte adequadamente sem conhecermos a nós mesmos, nossas necessidades, capacidades, ambiente, obrigações etc.”

Quando o paciente toma as rédeas de sua vida em mãos, ele passa a ser sujeito da sua própria existência, e assim se sente livre para mudar sua forma de estar no mundo, sua forma de se relacionar. A partir daí, conhece suas necessidades genuínas e, portanto, suas escolhas possuem uma base sólida, uma base que lhe pertence, reconhecida. As referências para as escolhas deixam de ser da família ou da sociedade, mas passam a ser referências internas, são dados próprios de toda a sua vivência.

Não podemos esquecer que para passar por um processo de mudanças precisamos estar dispostos a correr alguns riscos, já que existe uma dificuldade em abrir mão daquilo que é familiar. Às vezes o risco impede o indivíduo de se experimentar em novas possibilidades que estão sempre surgindo. Então, este indivíduo precisa ter consciência se ele quer experimentar, de que forma, onde, para que.

Quando a pessoa escolhe marcar uma consulta, ela já realizou uma escolha importante em sua vida. Afinal, todos temos problemas, mas poucos escolhem mudar. Como diria o escritor russo Leon Tolstoi “ Todos pensam em mudar o mundo, mas ninguém pensa em mudar a si mesmo”.

Quando um cliente procura a psicoterapia, busca tomar decisão que modifique uma insatisfação: trabalho, luto, sintomas físicos, família, relacionamentos, vida sexual, etc. O que faz com que alguém mude? Por quê mudar? Onde o psicoterapeuta/ psicólogo se coloca neste sentido? Quais são as consequências de uma mudança repentina? Que mudança queremos? Internas ou externas?

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Matéria Por

Júlio Cesar Da Silva Maciel De Lima

Psicólogo

CRP:08/18952 | Francisco Beltrão

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