What is New em 2018?

ORTOPEDIA

What is New em 2018?

Todos os anos, participamos do Congresso da Academia Americana de Ortopedia. Realizamos diversos cursos e discutimos os principais avanços nas cirurgias de joelho, assim como no processo de reabilitação dos membros inferiores. Este ano, o Congresso foi realizado na cidade de New Orleans, no estado da Louisiana (EUA). Compartilharei aqui as novidades que considerei mais relevantes relativas à reabilitação das disfunções do joelho, dentre elas:

• Lesões meniscais: tentar SEMPRE preservar e manter a funcionalidade do menisco, diminuindo a importância com a faixa etária (mesmo em pacientes acima de 60 anos), e sim, com a qualidade do tecido. Sendo assim, a sutura meniscal deve ser o procedimento cirúrgico de preferência. Nos casos onde a retirada de uma parte do menisco (meniscectomia) é necessária, deve-se pensar em transplante meniscal ou na utilização de um menisco artificial;

• As lesões do ligamento cruzado anterior têm indicação cirúrgica, mesmo em pacientes com idade acima de 60 anos. A reconstrução anatômica deste ligamento deve ser a técnica de preferência. A reconstrução do ligamento previne as lesões meniscais e condrais futuras, evitando assim a rápida degeneração articular;

• Para os pacientes submetidos à reconstrução do ligamento cruzado anterior, os critérios da Academia Americana para retorno ao esporte incluem o exame físico, avaliação isocinética, testes funcionais específicos (p. ex., Y balance, Hop test) e análise cinemática de gestos funcionais (p. ex. agachamentos, descida de degraus e saltos) e da caminhada. A performance nestes testes permite identificar se o paciente está ou não preparado para retornar à prática esportiva. Porém, o tempo estimado e indicado para o retorno ao esporte é de, no mínimo, 9 meses após a cirurgia. A liberação, antes deste tempo, incide numa maior chance de re-ruptura do ligamento em médio prazo.

• As lesões multiligamentares (vários ligamentos) do joelho têm indicação de tratamento cirúrgico precoce. Cuidados vasculares e com as condições da pele são essenciais para se poder operar. A literatura sugere maior sucesso nas reconstruções – procedimento onde utilizam- se enxertos a partir de tendões; comparativamente às reparações - procedimento onde os tecidos lesionados são costurados (sutura);

• As lesões de cartilagem têm causas multifatoriais, não se podendo avaliar isoladamente. Deve-se avaliar os gestos funcionais e alinhamento dos membros inferiores. Nas lesões menores, a opção melhor indicada é a realização de microfraturas associada ou não à fatores biológicos, tais como o PRP, PRFM, BMAC e células tronco. Nas lesões maiores, a opção de mosaicoplastia, transplantes osteocondrais e implante de membranas associado aos recursos biológicos são os procedimentos de preferência. O sucesso para o retorno às atividades habituais e esportivas são cada vez maiores. Cada método tem o seu tempo de recuperação e abordagem fisioterapêutica específica;

• Aumento considerável do uso de fatores biológicos para as lesões musculares, ligamentares, ósseas e na cartilagem. Resultados bastante favoráveis, com alta resolutividade e menor agressividade nos procedimentos;

Os principais palestrantes e debatedores do Congresso da Academia Americana de Ortopedia (2018) foram: Brian J Cole, MD; Andreas H Gomoll, MD; Eric J Strauss, MD; Darren L Johnson, MD; Brian Noehre, PT; Scott A Rodeo, MD; Brian T Feeley, MD; Harvey E Smith, MD; Jack Farr II, MD; Elizabeth A Arendt, MD; David Dejour, MD; Thomas M DeBerardino, MD; Gregory C Fanelli, MD; Bruce A Levy, MD; Michael J Stuart, MD; Robert F LaPrade, MD; Robert G Marx, MD; Mark Muller, MD.

MD = médico ; PT = fisioterapeuta

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Matéria Por

Carlos Alberto Atherinos Pierri

Ortopedia e Traumatologia

CRM/SC 7941 | RQE 4367 TEOT 8293 ISAKOS 70146 | AAOS 822121 | Florianópolis

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