Inversão de papéis: Quando os filhos se tornam pais dos seus próprios pais!

PSICOLOGIA

Inversão de papéis: Quando os filhos se tornam pais dos seus próprios pais!

São vários os papéis que uma pessoa pode exercer dentro de uma família: o papel de filho, pai, irmão, sobrinho, tio, entre muitos outros. Para cada papel desempenhado espera-se um tipo de ação, tem-se expectativas, responsabilidades e deveres. Mas existem momentos em que pode acontecer uma inversão desses papéis como, por exemplo, quando os filhos assumem o papel de seus pais.

Muitas vezes, essa inversão de papéis se torna contínua, principalmente na velhice, ou seja, quando os filhos assumem a função de serem pais dos seus pais. Os filhos então tomam para si uma grande responsabilidade sem ter, na maioria das vezes, estrutura psicológica e tempo disponível para o atendimento integral de seus pais.

Rotinas como auxiliar no banho. Trocar fraldas. Alimentar. Jamais deixar sozinho. Ministrar os remédios na hora certa. Colocar para dormir. Zelar para que nada de ruim aconteça. Tudo isso parece a rotina de pais e mães, mas acaba sendo a realidade de muitos filhos, cujos genitores já são idosos e precisam de cuidados específicos. E por mais que a longevidade, felizmente, em grande parte dos casos, venha acompanhada de boas condições de saúde, chega o momento em que as pernas enfraquecem ou a mente falha, deixando a independência de outros tempos reduzida. Então, é hora de os filhos se transformarem um pouco em pais.

A experiência de cuidar e de ser cuidado envolve, no seu ponto mais básico, o afeto. E a decisão entre manter os pais junto de si, na casa onde sempre viveram ou, ainda, num lar para idosos, algumas vezes é carregada de culpas. Tirar os pais do local onde construíram sua família, na grande maioria das vezes, acaba encurtando esse momento de vida. Não se trata de desgostar dos asilos ou casas de idosos, mas sim de respeitar a história deles, vivida integralmente. Os pais poderiam viver com um dos filhos. Mas não querem sair de suas casas, do seu cantinho, onde sempre estiveram.

Mas deve ser pensado no que é melhor para o idoso e a família, considerando que cada um tem sua história, laços sentimentais e necessidades distintas. Toda relação deve ter o afeto como fio condutor, de forma especial, entre pais e filhos. E o momento no qual há uma inversão da experiência do cuidado, pode ser tomado como oportunidade de conexão com a própria história.

Mas cuidar de um idoso com a saúde debilitada exige, além de tempo, empenho e condições emocionais e psicológicas. O tempo passa e, por mais que os filhos cuidem e zelem por seus pais, também acabam envelhecendo. O amparo de um profissional qualificado para o auxílio nesses cuidados tende a ser gratificante para os dois lados. Nesse sentido o papel do “cuidador” torna-se fundamental. Tanto pais como filhos precisam entender que a contratação desse profissional, é uma forma também de demonstrar amor, ou seja ter alguém muitas vezes mais competente em termos de saber lidar com o idoso, não significa abando por parte dos filhos, mas sim uma demonstração de carinho e preocupação.

Nossa unidade Home Angels Premium - Unidade Florianópolis Continente conta com profissionais treinados para prestar o melhor atendimento para pessoas que, por circunstâncias transitórias ou definitivas, precisam de cuidados específicos e humanizados. Em nossas práticas, os cuidadores apresentam o relato diário da evolução das pessoas assistidas, mantendo os familiares informados. Um supervisor técnico acompanha o cliente constantemente para avaliar a qualidade do atendimento, aprimorando e orientando as atividades dos cuidadores. Juntos, formamos uma equipe integrada para tornar a vida mais fácil para quem precisa de cuidado, carinho e atenção.

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Matéria Por

RAQUEL BOHNEN BUSANELLO

Psicologia

CRP 12/09077 | Florianópolis

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