Amputação Fisioterapia na reabilitação de amputados de membros inferiores

FISIOTERAPIA

Amputação Fisioterapia na reabilitação de amputados de membros inferiores

Consideramos que houve amputação quando ocorre a perda de um órgão ou parte do corpo. Dentre as etiologias conhecidas, as que mais levam a amputações decorrem de problemas vasculares, traumas, tumores, alterações congênitas e infecções. A amputação é indicada quando o membro afetado perde seu aporte sanguíneo. A fisioterapia tem um papel crucial na reabilitação de pacientes que são submetidos à amputação podendo iniciar no pré-operatório. Nas cirurgias eletivas, a fisioterapia poderá intervir precocemente orientando o paciente em vários campos. Toda cirurgia de grande porte gera ansiedade, insegurança por aquilo que está por vir, sendo assim o fisioterapeuta pode orientar o paciente e familiares, dando apoio emocional, esclarecendo sobre seu pós-cirúrgico, demonstrando os exercícios necessários, bem como as posturas corretas e as inadequadas para evitar alterações musculoesqueléticas e respiratórias podendo prejudicar posteriormente sua protetização.

Assim, de uma forma generalizada, os objetivos neste momento são manter ou aumentar as amplitudes de movimentos (ADM) das articulações e força muscular (FM) dos músculos, aumentar a capacidade respiratória visando evitar os distúrbios respiratórios pós operatórios (PO), e na medida do possível treinar independência nas atividades de vida diária (AVD) bem como treinar equilíbrio e marcha. Após a cirurgia de amputação, os cuidados no PO já orientados no pré operatório são intensificados, visando agora o preparo do coto de amputação. Nos casos em que as amputações são de origem traumática, raramente se consegue orientações pré-cirúrgica e pré- protética iniciando-se os cuidados de reabilitação neste momento.

O coto merece especial atenção, e para isso o fisioterapeuta deve examiná-lo observando a higiene, função, ADM, FM, deformidades, aderências, presença de neuromas, espículas ósseas, edema, membro fantasma, local da cicatrização. E acima de tudo, dessensibilizar o coto e realizar enfaixamento compressivo, sendo esses dois últimos os que mais dificultam a protetização quando não realizados corretamente nesta fase. Deve-se lembrar que o paciente necessita de reabilitação por completo, ou seja, preparar o coto para receber a prótese, com as orientações já citadas, mas principalmente incentivar a deambulação o mais cedo possível, utilizando os dispositivos auxiliares da marcha, ou não mas objetivando sua máxima independência com segurança.

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Matéria Por

MARA INÊS BAPTISTELLA FERÃO

Fisioterapeuta

CREFITO 3032-F | Florianópolis

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