Esquizofrenia

Esquizofrenia

A esquizofrenia é um distúrbio mental grave caracterizado pela perda de contato com a realidade, alucinações, delírios, alteração de comportamento, discurso desorganizado. Pode ter expressão emocional diminuída, redução de interesse em atividades profissionais ou sociais, alteração do nível de funcionamento no trabalho, nas relações interpessoais e até no cuidado pessoal.

As alucinações mais comuns nesse caso são as auditivas, o paciente relata que ouve vozes (que não existem). Os delírios são crenças fixas que não mudam apesar das evidências e podem ter vários temas: acha que está sendo perseguido, prejudicado, entre outros.

É uma doença complexa que afeta homens e mulheres na mesma proporção. Em homens é mais comum entre 10 a 25 anos e em mulheres entre 25 a 35 anos, mas pode ocorrer em outras faixas etárias também.

As causas são desconhecidas, mas pesquisas indicam a relação com fatores neurobiológicos, alterações sociais e ambientais como uso de drogas, morte de parentes dentre outros fatores que possam afetar o indivíduo e precipitar os sintomas. Fatores genéticos também podem estar associados à doença, ou seja, uma pessoa tem maior probabilidade de ter esquizofrenia quando algum membro da família tem e esse risco aumenta quanto mais próximo for o parentesco. Ao longo da vida, o risco é de 1% para a população em geral, 10% para quem tem um irmão com esquizofrenia, 50% para quem tem um gêmeo monozigótico, 18% para quem tem gemêo dizigótico e 50% para quem tem pai e mãe afetados.

O suicídio é uma das principais causas de morte nesses pacientes e 80% deles pode ter outras doenças associadas, diminuindo a expectativa de vida deles. Ganho de peso, diabetes, doenças cardiovasculares e pulmonares são comuns.

O curso da doença é de exacerbações e remissões, ou seja, os sintomas psicóticos podem melhorar e depois voltarem e a deterioração do funcionamento do indivíduo é cada vez maior a cada recaída. Porém é uma doença crônica e seu prognóstico depende do tipo de esquizofrenia (paranoide, desorganizada, indiferenciada, residual) e da realização correta do tratamento o qual é feito com medicações (antipsicóticos entre outros caso necessário), orientação familiar e atendimento multidisciplinar (terapia ocupacional, psicóloga, psiquiatra entre outros caso necessário).

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Matéria Por

Milliane Rossafa

Psiquiatria

CRM/SC 21585 e RQE 13984 | Criciúma

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