Rastreamento Mamográfico Salva Vidas

Comissão do Colégio Brasileiro de Radiologia reforça a realização de mamografia anual a partir dos 40 anos.

A redução da mortalidade pelo câncer de mama registrada inicialmente nos Estados Unidos e na Europa é fruto de décadas de investimentos voltados para o diagnóstico precoce e acesso da população ao tratamento adequado.A detecção precoce beneficia as mulheres com cirurgias menos mutilantes, aumenta as possibilidades de cura, reduz os custos finais do tratamento e mantém economicamente ativa uma faixa importante da população feminina.

A importância da mamografia na detecção precoce do câncer de mama foi confirmada através de grandes estudos populacionais há mais de quatro décadas.

Duas metanálises recentes demonstraram um benefício absoluto da mamografia para a redução da mortalidade pelo câncer de mama em 15% (variando de 7 a 23%). Dessa forma, a mamografia atualmente é considerada o método de rastreamento padrão para o câncer de mama, pois é o único que comprovou que pode reduzir a taxa de mortalidade quando aplicada de forma sistemática em uma população de mulheres assintomáticas.

O câncer de mama ainda é um dos tumores mais freqüentes entre as mulheres e um dos que mais mata. No mundo, somente no ano de 2008, foram diagnosticados cerca de 1 milhão e 200 mil novos casos. Nesse mesmo período, somente nos Estados Unidos ocorreram cerca de 40 mil mortes e no Brasil cerca de 9 mil. De acordo com os dados atuais de incidência e mortalidade, uma a cada 8 mulheres poderão desenvolver o câncer de mama ao longo da vida e uma em 35 irá morrer em decorrência da doença.

Assim, como membros da Comissão Nacional de Qualidade em Mamografia do Colégio Brasileiro de Radiologia e médicos especializados no diagnóstico mamário, temos a obrigação de reforçar a importância da realização da mamografia anual a partir dos 40 anos para todas as mulheres, assim como o autoexame mensal e exame clínico anual realizado por um profissional treinado.

Para as pacientes de alto risco, tais como as portadoras de mutação genética, parentes de primeiro grau de pacientes com mutação documentada ou com risco estimado de desenvolver câncer de mama acima de 20%, recomenda-se realização de mamografia anual associado à ressonância magnética, podendo ser substituída pela ultrassonografia na impossibilidade da realização desta, a partir dos 30 anos de idade ou dez anos antes do parente mais próximo (porém não antes dos 25 anos). Também para mulheres com história de irradiação da parede torácica recomenda-se iniciar com mamografia e ressonância magnética anual após 8 anos do tratamento.

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Matéria Por

Clovis Phillippsen

CRM: 14053 | Medianeira

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