“Autoestima vaginal: como anda a sua?”

GINECOLOGIA

“Autoestima vaginal: como anda a sua?”

“Autoestima vaginal: como anda a sua?”

A região íntima é composta por uma estrutura muscular chamada assoalho pélvico. Essa estrutura tender a começar a sofrer alterações a partir dos 20 anos de idade. Ou seja, em média, a partir dos 20 anos de idade, a mulher, que nunca exercitou a musculatura vaginal, tende a sofrer com a flacidez vaginal. O processo de envelhecimento costuma ser gradativo, irreversível, complexo, e ocorre em todos os níveis celulares. Dos órgãos que mais denunciam as alterações causadas pelo envelhecimento, a pele é a que mais merece destaque 5,6.

E essa alteração inclui, também, a região genital. De acordo com uma pesquisa publicada no Current Opinion in Urology Journal, cerca de 76% das mulheres têm risco de desenvolver quadro de flacidez vaginal em algum momento da vida. Próximo à menopausa, as mulheres podem apresentar flacidez da vagina acompanhada de ressecamento e incômodo durante a relação sexual. O relaxamento da musculatura se deve à atrofia das estruturas internas, com piora da elasticidade e lubrificação, proporcionados principalmente pela queda hormonal dos estrógenos.

A verdade é que esse é um assunto delicado e que gera vários e sérios problemas na vida da mulher. Muitas sofrem sem saber, e ainda apresentam outros problemas advindos da flacidez vaginal, como a dispareunia (dor durante a relação sexual), vergonha, falta de confiança, baixa autoestima, sentimento de impotência, falta de libido, falta de desejo sexual, e tudo isso reflete na saúde do relacionamento da mulher. Não é à toa que, no Brasil, 8,2% das mulheres se queixam- se de absoluta falta de desejo sexual.

As principais causas da flacidez vaginal são decorrentes: envelhecimento (relacionado à queda hormonal), parto vaginal (principal causa devido ao estiramento dos músculos, que não voltam para sua posição original), tabagismo, sobrepeso (devido à sobrecarga no assoalho pélvico) ou da falta de exercícios pélvicos.

Quando sofremos de flacidez vaginal, o nosso corpo dá alguns sinais de alerta, como: Flatos vaginais (caracterizado pela entrada de ar na vagina durante o ato sexual), Ressecamento vaginal (causando dor e grandes desconfortos durante a penetração, o que inibe a mulher do prazer e diminui o seu apetite sexual), Dificuldade de chegar ao orgasmo (seja pelo ressecamento ou pela pele flácida em si), Incontinência urinária:(devido a pouca força na musculatura da região íntima, a urina da mulher passa a “escapar” quando ela espirra, tosse, ri ou faz mais força do que o normal).

Além de desencadear todo o desconforto físico, este sintoma pode ainda provocar consequências psicológicas como baixa autoestima, insegurança, frustração consigo mesma e evitação de locais públicos. Por que a flacidez vaginal atrapalha significativamente a qualidade da relação sexual? Primeiro, porque quando a vagina está mais flácida, a sensação da penetração do pênis é menos intensa, tanto para o homem, que consegue perceber essa frouxidão, quanto para a mulher. E também pois com o canal vaginal mais largo, a penetração é menos prazerosa e sensibilidade fica reduzida. Além da piora do ressecamento vaginal, dores na relação e dificuldade de chegar ao orgasmo, afinal quem é que vai atingir o orgasmo com dor ou com medo?

Benefícios do tratamento para Flacidez Vaginal

A nível mundial, já existem estudos que correlacionam a imagem genital com a vida sexual da população feminina. E segundo à Organização Mundial de Saúde, alterações na saúde sexual podem interferir diretamente na qualidade de vida do indivíduo. Um estudo realizado nos Estados Unidos associou a imagem genital com a vida sexual e a qualidade de vida.

O trabalho apontou que as mulheres que apresentavam uma autoimagem genital negativa, foram as que mais reportaram quadros depressivos e de angústia em relação à vida sexual. Muito além de questões estéticas, o tratamento resgata a autoestima da mulher, que passa a se sentir mais segura, confortável e bem consigo mesma. Além da melhora do desconforto nas relações íntimas, vestir certas roupas e praticar algumas atividades que já não faziam mais parte da vida destas mulheres.

 

Ver perfil

Matéria Por

Glaucia Peron

Clínica Geral

CRM/PR 18296 | Maringá

Deixar Comentário