Genética não é destino! Nutrição de precisão e emagrecimento saudável

NUTRIÇÃO

Genética não é destino! Nutrição de precisão e emagrecimento saudável

Quantas vezes você colocou a culpa do peso e dos problemas de saúde na sua genética? Será mesmo que somos reféns dos nossos genes? Muitos avanços na área da saúde foram possíveis após a conclusão do mapeamento do código genético. O Projeto Genoma Humano abriu um leque de pesquisas relacionadas à genética, e na nutrição não foi diferente. Algo que há anos poderia parecer impossível, hoje é realidade, um exemplo disso é a elaboração de um plano alimentar baseado na genética do paciente.

Por meio de exames genéticos, como o realizado em nosso consultório, é possível identificar características genéticas desfavoráveis ligadas ao metabolismo de nutrientes e maior risco de vários problemas de saúde, tais como: obesidade, diabetes, hipertensão, artrite, trombofilia, alzheimer, doenças autoimunes, entre outras. Além de identificar genes relacionados a compulsão alimentar, metabolismo diminuído, maior resistência física ou ganho muscular associado ao exercicio.

A partir disso, pode-se, através da alimentação, realizar a modulação dessas respostas genéticas frente aos alimentos e garantir que mesmo havendo algum gene relacionado à obesidade, por exemplo, seja possível promover o emagrecimento e evitar a doença. As evidências científicas comprovam cada vez mais a influência do ambiente na expressão gênica, ou seja, o quanto os nutrientes agem na metilação do DNA, modificando a forma como esse gene responde a cada alimento.

Uma gestante com problemas cardíacos que se alimentar de maneira saudável na gestação com alimentos cardioprotetores e praticar atividade física, evitará que o bebê herde o risco de desenvolver a mesma doença. Da mesma maneira, uma mulher com diabetes gestacional pode afetar até a sétima geração com um risco aumentado para a doença. Portanto, muito além de um plano alimentar que considera apenas calorias, é possível otimizar a resposta à dieta através de estratégias nutricionais que irão agir diretamente na expressão gênica.

Um exemplo é um paciente com gene de resposta à compulsão alimentar, que através do uso de alguns bioativos provenientes de chás nas horas certas do dia diminui o quadro de compulsão. Outro exemplo, um paciente com gene de risco aumentado para obesidade que inicia o dia com uma refeição proteica auxilia no controle da fome e saciedade. Paciente com risco genético de trombofilia ou dislipidemia com a suplementação correta, diminui consideravelmente o risco da doença.

Bem como um atleta com o exercício correto à sua genética pode aumentar sua resposta ao treino. Sendo assim, GENÉTICA NÃO É DESTINO! Você pode ter um risco genético maior, porém com a orientaçao correta é possivel fazer o “silenciamento” desse risco. A genética explica porque uma pessoa tem mais facilidade no ganho de peso do que outra, ou maior facilidade de ganho muscular do que a outra, mas não significa que é preciso ser refém dos genes, pelo contrário, é totalmente possível modificar a expressão gênica. A genética pode ser usada a seu favor! Basta estar disposto às mudanças.

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Matéria Por

GLADIS DAIANA PETZINGER

Nutricionista

CRN 10-4657 | Chapecó

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