Câncer de Pele: Sinais de Alerta e Dicas de Prevenção

ONCOLOGIA

Câncer de Pele: Sinais de Alerta e Dicas de Prevenção

A pele é o maior órgão do nosso corpo. Ela protege contra traumas, queimaduras, infecções e queimaduras solares. Também controla a temperatura corporal e estoca água, gordura e vitamina D. O câncer de pele, ocorre por desenvolvimento de células anormais em uma das três camadas existentes. Estas células se multiplicam repetidamente até formar um tumor maligno. É uma doença que tem cura se descoberta logo no início. O câncer de pele pode acometer qualquer local do corpo, mas é mais comum nas áreas expostas a radiação solar, como face, pescoço, mãos e braços. Os tipos de câncer de pele mais comuns são o carcinoma epidermóide, carcinoma basocelular (também chamados de câncer não melanoma) e o melanoma. O câncer de pele não melanoma é o mais frequente no Brasil. As regiões com maior incidência são as regiões sul, sudeste e centro oeste. O melanoma é menos frequente, mas com uma taxa de mortalidade ainda muito elevada.

O que é prevenção?

Prevenção é toda ação que diminui a chance de ter um câncer. Com estas ações o número de novos casos de câncer em um grupo de população é diminuído, e consequentemente há uma redução de número de mortes causadas pelo câncer. Tudo que aumenta a chance de desenvolver um câncer é chamado de fator de risco, por outro lado, o que reduz esta chance de desenvolvimento de câncer é denominado fator de proteção. Alguns fatores de risco podem ser evitados, mas outros não. Por exemplo, o tabagismo é um fator de risco e que pode ser evitado, mas fator de risco genético não é evitável. Atividade física regular, alimentação saudável são exemplos de fatores de proteção. Evitar os fatores de risco e aumentar os fatores protetores diminuem o risco do surgimento de alguns cânceres, mas não elimina totalmente esta possibilidade.

Quais são os principais fatores de risco para câncer de pele?

• Exposição solar frequente e por períodos prolongados, e sem proteção adequada; pessoas que trabalham sob exposição solar são de alto risco, como agricultores por exemplo;
• Exposição a lâmpadas ou camas de bronzeamento;
• Exposição solar prolongada e frequente na infância e adolescência, sem proteção adequada, com queimaduras da pele (aumenta o risco para o melanoma).
• Pele clara, com sardas, e que queima facilmente, que não bronzeia ou bronzeia muito pouco;
• Olhos claros, cabelos loiros ou ruivos;
• Tratamento prévio com radioterapia;
• História pessoal ou familiar de melanoma;
• Presença de sinais (pintas) de pele;

• História familiar de sinais atípicos.

Como prevenir?

• Use filtro solar que proteja contra os raios UV; O filtro deve ser reaplicado a cada duas horas, mesmo se for a prova d’água.

• Não permaneça exposto ao sol por longos períodos de tempo, especialmente quando estiver mais forte (entre 10 e 16 horas).

• Vista camisas de manga longa, calças compridas, chapéus, óculos solares com filtros UV durante as atividades ao ar livre.

Como deve ser feito o auto exame da pele?

Em frente ao espelho, com os braços levantados, examine seu corpo de frente, de costas e dos lados direito e esquerdo. Dobre os cotovelos e observe as mãos, antebraços, braços e axilas. Examine as partes da frente, de trás e dos lados das pernas, além da região genital. Sentado, examine as plantas dos pés, e os espaços entre os dedos. Com o auxilio de um espelho de mão, examine o couro cabeludo, pescoço, orelhas, costas e nádegas. Ao perceber qualquer alteração de pele, consulte um médico.

Quais sinais de alerta devem ser procurados?

• Manchas que coçam, ardem, escamam ou sangram;
• Sinais ou pintas que mudam de tamanho, forma ou cor;
• Feridas que não cicatrizam;
• Mudança na textura da pele ou dor;

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Matéria Por

Márcia Kotz

Oncologia

CRM/SC 10347 | RQE 9036 | Chapecó

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