Quimioembolização dos tumores no fígado

CIRURGIA

Quimioembolização dos tumores no fígado

O tumor no fígado é dividido em dois tipos: o primário, gerado propriamente no fígado (como o hepatocarcinoma), e o secundário ou metastático, originado em outro órgão e que acaba atingindo o fígado. 

Causas

O tumor no fígado (hepatocarcinoma) tem como principais causas a cirrose pelo uso excessivo do álcool ou a contaminação pelo vírus da hepatite B e C. O hepatocarcinoma ocorre com uma frequência três vezes maior em homens do que em mulheres.

Sintomas

Os sintomas mais comuns do tumor no fígado são a dor abdominal, massa abdominal, distensão, perda do apetite, mal-estar, icterícia (pele amarelada) e ascite (acúmulo de líquido dentro do abdome). Em alguns casos pode ocorrer a ruptura espontânea do tumor no fígado, que provoca dor súbita de forte intensidade no hipocôndrio direito, seguida de choque hipovolêmico por sangramento intra-abdominal.

Diagnóstico

O diagnóstico do tumor no fígado em pacientes de alto risco poderá ser realizado facilmente através da dosagem de alfafetoproteína no sangue e ultrassonografia hepática. A exatidão da ultrassonografia na identificação de pequenos tumores no fígado aumentou muito nos últimos anos.

Tratamentos

O fígado e os tumores são alimentados por vasos diferentes – o tumor recebe os nutrientes pela artéria hepática, enquanto o fígado é nutrido pela veia porta –, pode-se embolizar, ou seja, ocluir o ramo da artéria hepática que irriga o tumor sem prejuízo para o resto do órgão. Pacientes que estão aguardando transplante, ou impossibilitados de realizar a cirurgia aberta devido ao tamanho do tumor, podem ser beneficiados pela quimioembolização. A quimioembolização consiste na injeção do quimioterápico e partículas obstrutivas dentro das artérias que irrigam o tumor, seguida de sua obstrução. Desta forma, além do medicamento ficar em contato direto com o tumor, sua nutrição é cortada para provocar a diminuição significativa do tamanho do câncer. Este procedimento tem como objetivo aumentar a perspectiva e qualidade de vida naqueles pacientes em que a quimioterapia convencional não apresentou resultados satisfatórios e não há indicação de cirurgia. A técnica de quimioembolização do fígado é minimamente invasiva, ou seja, é realizada sob anestesia local e sem cortes. Um pequeno furo, de 2mm, é feito na virilha, por onde passam todos os cateteres necessários para o procedimento. Guiado por um equipamento de radioscopia digital, o cirurgião endovascular leva estes cateteres até a artéria que está nutrindo o tumor. Nela são injetadas partículas carregadas com quimioterápicos que causam a oclusão da artéria, interrompendo o fluxo que alimenta o tumor e fazendo com que a medicação quimioterápica atue localmente.

 

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Matéria Por

Rodolfo Marques Mansano

Angiologia

CRM/PR 19271 | RQE 18286 | Campo Mourão

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