Fibromialgia tem tratamento

MEDICINA DA DOR

Fibromialgia tem tratamento

Acomete mais mulheres, em uma relação de 4:1, os sintomas geralmente se iniciam entre 25 e 65 anos, e a idade média é de 49 anos. É mais comum no idoso, mas também pode acometer crianças, e é mais frequente em familiares. A idade média de início dos sintomas, na criança, é de 12 anos, e esse diagnóstico é remoto abaixo dos 7 anos. É predominante em caucasianos e em meninas. Crianças com queixa de dor do crescimento ósseo, hipermobilidade e abuso sexual têm maior chance de apresentar diagnóstico de fibromialgia na vida adulta.

A prevalência da FM é maior em algumas doenças, como vírus do HIV (17%), Diabetes (17%) e Psoríase (8%). Pacientes com cefaleia, 50% tem FM e 76% dos pacientes, com fibromialgia, tem cefaleia. Depressão e ansiedade também são os principais gatilhos para os sintomas da FM. Pacientes com a doença chegam a ter até 75% de disfunção temporomandibular. Dores articulares degenerativas são a comorbidade mais frequente e acometem em 88%, seguidas de depressão (75%), cefaleia (62%) e ansiedade (56%).

Para o homem, educação e desemprego foram os fatores mais associados à dor, e na mulher, a dificuldade econômica e estar casada. O sintoma principal da fibromialgia é a dor difusa, generalizada e crônica, envolvendo regiões centrais e periféricas do corpo. É comum a referência de agravamento pelo frio, umidade, mudança climática, tensão emocional ou por esforço físico. O paciente relata inchaço nas mãos e antebraços ainda que subjetivos.

Os pontos de maior dor são a região posterior do pescoço, região torácica anterior, a região lombar, a face lateral dos quadris e ponto sobre pernas e braços. Hoje, utilizamos os critérios modificados de 2010, proposto pelo Colégio Americano de Reumatologia para realizar o diagnóstico de FM. Além do índice de dor generalizada, usa-se a escala de gravidade dos sintomas. São pesquisados itens, como fadiga, sono não reparador, dificuldade de memória e concentração, cefaleia, dores ou cólicas abdominais e depressão.

Em relação ao tratamento, os exercícios físicos são a intervenção não medicamentosa mais importante e com maior nível de evidência na FM. Temos ainda o bloqueio neuromuscular, o agulhamento seco e a terapia cognitivo-comportamental como importantes adjuvantes no tratamento da doença. Por fim, o tratamento farmacológico que consiste em uma gama grande de medicações disponíveis para o paciente fibromiálgico, sendo necessária, na maioria das vezes, uma associação de medicamentos, dependendo das necessidades de cada paciente.

O tratamento deverá ser feito por uma equipe multi e interdisciplinar para poder realizar o tratamento que mais beneficia os fibromiálgicos, o tratamento multimodal. A medicina contemporânea avançou no tratamento da fibromialgia, permitindo uma vida mais plena e feliz a esses pacientes.

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Matéria Por

Hasan Juda

Medicina da Dor

CRM/PR: 16334 RQE: 20774 | RQE: 23566 | Campo Mourão

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