Termografia: Novidade em Diagnóstico Médico

Termografia: Novidade em Diagnóstico Médico

TERMOGRAFIA – na medicina é uma técnica de registro gráfico das temperaturas da superfície da pele, usando uma câmera infravermelha de alto desempenho. O aparelho detecta a radiação infravermelha (calor) emitida pelo corpo, podendo refletir uma fisiologia normal ou anormal. Uma cor é atribuída, baseada na temperatura registrada naquela parte da pele.

Imagens com os dados térmicos são geradas em tempo real e em um instante, uma área extensa do corpo humano pode ser vista. As respostas dinâmicas a estímulos (ex.: gelo, calor) são documentadas facilmente.

O exame não apresenta riscos, é econômico, altamente preciso e as imagens saem quase instantaneamente. Isto faz da termografia infravermelha uma ferramenta muito útil para o médico na hora de diagnosticar, tratar e fazer prognósticos. É 100% seguro. Não envolve radiação. Não tem dor. Não é invasiva.

Pela capacidade de identificar a origem da dor, é muito valiosa no diagnóstico, tratamento e monitoramento de câncer, processos inflamatórios, fibromialgia, disfunções vasculares e lesões neuro-músculo-esqueléticas (hérnias, lesões em chicote, lesões musculares etc.).

Fornece um mapa digital do corpo em que os padrões de calor são mostrados (uma termografia). Para o médico que está analisando estas alterações nos padrões, elas podem servir de bandeira vermelha para alerta de alguma doença ou anormalidade.

Como modalidade fisiológica, por sua avaliação da função corporal, pode assinalar doenças em desenvolvimento — e câncer de mama — mais cedo que os exames anatômicos (ex.: a radiografia que detecta estruturas).

Para se ter uma ideia, pode-se detectar irregularidades na mama antes da formação de caroços, ou seja, algo que se pode palpar. Isto é importante porque em alguns cânceres inflamatórios nem chegam a se formar e o câncer fica invisível.

Pode monitorar tratamentos e detectar problemas mais cedo.

É muito útil no tratamento da dor crônica e dos processos patológicos, pois ilustra com mais exatidão a origem da dor. Isto permite o monitoramento da eficácia de tratamentos adotados.

E, porque a superfície da pele reflete os órgãos, a sobrecarga e o comprometimento deles podem ser monitorados mediante as termografias. Estando presente algum processo patológico, a câmera infravermelha poderá detectá-lo antes dos sintomas se tornarem aparentes, e a doença pode começar a ser tratada mais cedo e de forma proativa.

Conheça um pouco da história da termografia:

Sistemas infravermelhos foram originalmente desenvolvidos para uso militar nos anos 50 numa primeira tentativa das tropas terem visão noturna para poder movimentar à noite. No entanto, em 400 BC, o grego Hipócrates, o pai da medicina, já usava diferenças em temperatura para identificar patologias nos órgãos. Ele colocava barro no corpo da pessoa e observava onde secava mais rápido.

O primeiro uso diagnóstico foi em 1957, quando R. Lawson descobriu a diferença de temperatura na pele de uma mama com tecido normal e uma com câncer. Ele também mostrou que o sangue nas veias era mais quente que o sangue em artérias.

Em 1980, para medir melhor as mudanças de calor, software foi adicionado às câmeras. Quando começaram a ser usadas em pessoas para fins diagnósticos, surgiu a necessidade de estabelecer diretrizes e protocolos para a interpretação das imagens. Em 1983, a termografia foi aprovada pelo FDA como exame coadjuvante na detecção de câncer de mama.

A partir de então, foi reconhecida por entidades de peso na Medicina e em 1990, software mais avançado foi colocado nas câmeras, proporcionando grandes avanços na exatidão e análise das imagens. Estudos recentes mostraram que a termografia é 97% sensível na detecção de mudanças no tecido mamário.

A termografia hoje

Detecção de câncer de mama – a termografia já é considerado um exame de peso e está rapidamente se tornando um procedimento adjuvante na detecção do câncer de mama. Na Europa, já é considerada uma ferramenta diagnóstica primária na detecção da doença.

Diagnóstico de Dores – pesquisas apontam sua eficácia no diagnóstico da maioria de dores de coluna, do pescoço e das articulações, especialmente os tipos latentes ou as síndromes de dor que não respondem a tratamento.

Detecção de doenças nos estágios iniciais – o exame pode avaliar e identificar inflamações nas artérias carótidas (precursores de coágulos e derrame), permitindo que seja tratado logo e assim evitar uma situação de risco de vida.

Como qualquer modalidade de exame, a termografia é utilizada junto com outras ferramentas diagnósticas e não sozinha. É altamente recomendada na prevenção de doenças.

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Matéria Por

Emmanuel Pereira Das Neves Neto

Endocrinologia e Metabologia

CRM/MS 5405 | RQE 3539 | Campo Grande

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