Melanoma, o pior dos cânceres de pele

Melanoma, o pior dos cânceres de pele

O melanoma cutâneo é um tipo de câncer de pele que tem origem nos melanócitos (células produtoras de melanina, substância que determina a cor da pele) e tem predominância em adultos brancos.

É a forma mais grave dos cânceres de pele, devido à alta possibilidade de metástase (isto é, quando espalha para outros órgãos do corpo, como fígado, pulmão e cérebro).

O prognóstico desse tipo de câncer pode ser considerado bom, se detectado nos estágios iniciais. Nos últimos anos, houve uma grande melhora na sobrevida dos pacientes com melanoma, principalmente devido à detecção precoce do tumor.

Para 2016, a estimativa do Instituto Nacional de Câncer (INCA) é de 5670 casos novos da doença, sendo 3000 homens e 2670 mulheres.

Fatores de Risco

Como os outros tipos de câncer de pele, o melanoma pode ser prevenido, evitando- se a exposição ao sol no horário das 10h às 16h, quando os raios são mais intensos, uma vez que o maior fator de risco para o seu surgimento é a sensibilidade ao sol. Outros fatores de risco são: a pele clara, a história prévia de câncer de pele, história familiar de melanoma, nevo congênito (pinta escura), xerodermapigmentoso (doença congênita que se caracteriza pela intolerância total da pele ao sol) e nevo displásico (lesões escuras da pele com alterações celulares pré-cancerosas).

Sintomas

O melanoma pode surgir a partir da pele normal ou de uma lesão pigmentada (nevo, pinta). A manifestação da doença na pele normal dá-se após o aparecimento de uma pinta escura de bordas irregulares, acompanhada de coceira e descamação. Em casos de uma lesão pigmentada pré-existente ocorre aumento no tamanho, alteração na coloração e na forma da lesão, que passa a apresentar bordas irregulares. Pode ainda, surgir lesões pigmentadas nas extremidades (mãos e pés), incluindo região subungueal (leito das unhas).

Tratamento

A cura para o melanoma depende fundamentalmente de 2 fatores: detecção precoce e tratamento adequado. A principal forma de tratamento é a remoção cirúrgica do tumor, com margens adequadas e, em casos selecionados, a retirada dos linfonodos (“ínguas”) na região acometida (axilas, pescoço, região inguinal).

Após a cirurgia, o oncologista pode recomendar um tratamento adjuvante, que pode incluir imunoterapia, quimioterapia ou radioterapia.

Na suspeita de qualquer mancha ou pinta enegrecida na pele, principalmente com mudança recente no aspecto, fique atento e procure o Dermatologista ou Cirurgião Oncológico. Previna-se!

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Matéria Por

Eric Rulli Meneses

Cirurgia Oncológica

CRM/MS 5228 | RQE 4338 | Campo Grande

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