Jejum e seus Benefícios

Medicina

Jejum e seus Benefícios

A ciência moderna redescobriu esta prática humana milenar e vem desmistificando as crenças em torno do jejum. Pesquisas atuais apontam importantes benefícios, como a otimização do metabolismo, melhor função cognitiva, menor incidência de câncer, melhor imunidade, maior longevidade e melhor controle do peso.

O que é o jejum?!

O jejum é a abstinência total da ingestão de alimentos, por vontade própria, durante um período. O tipo de jejum praticado pode conter variações, dependendo dos objetivos e especificidades de cada pessoa que o realiza.

De maneira bem simplificada, a abstinência da ingestão de alimentos por períodos determinados permite que o seu organismo possa ficar em suas funções de reparo celular e rejuvenescimento dos tecidos, entre outras, ao invés de precisar continuamente despender energia com o processo de digestão.

Quais os benefícios do jejum?

1. Aumento dos Níveis do Hormônio de Crescimento (GH): durante o jejum, os níveis deste hormônio podem aumentar até 5 vezes, o que ajuda na queima de gordura, no desenvolvimento de massa magra e no ganho muscular;

2. Reparo Celular: Leva o organismo a iniciar a autofagia (degradação e remoção de componentes não mais úteis da própria célula), ocorrendo importantes processos de reparos celulares para a manutenção da saúde celular e melhor adaptação ao estresse, o que leva a uma maior proteção imunológica contra doenças;

3. Expressão Genética: Existem mudanças nos genes e moléculas, com efeitos no metabolismo, relacionados com a prevenção ou tratamento de câncer e longevidade cerebral. Estudos em humanos mostraram que o jejum reduziu muitos dos efeitos colaterais da quimioterapia;

4. Efeito Parassimpático: aumenta a atividade parassimpática nos neurônios autônomos que inervar o intestino, o coração e as artérias, resultando em melhor mobilidade intestinal, redução da frequên- cia cardíaca e pressão sanguínea;

5. Efeito Lipolítico: estimula a atividade do sistema nervoso simpático sobre as células adiposas com liberação localizada de noradrenalina com efeitos lipolíticos - promovendo maior mobilização de gordura, poupando glicogênio muscular -, antes inibidos pela insulina;

6. Saúde Cardiovascular: redução de diversos parâmetros que aumentam o risco de doenças cardiovasculares, incluindo níveis elevados de açúcar, pressão arterial, lipoproteínas de densidade muito baixa (VLDL), triglicerídeos, tecido adiposo. Aumenta Ainda o nível do colesterol HDL, que funciona como cardioprotetor;

7. Neuroplasticidade: reduz a inflamação, o estresse oxidativo e a resistência insulínica, protegendo os neurônios contra fatores genéticos e ambientais que os prejudicariam. Diante da duração e pratica frequente do jejum, observa- se o aumento da neuroplasticidade, que é a facilidade que o cérebro encontra de se regenerar e responder a doenças e danos causados a ele, devido à produção de BDNF( fator neurotrófico derivado do cérebro), proteína que fomenta a neurogênese;

8. Reduz Marcadores de Inflamação e Doenças Crônicas: diminui marcadores de inflamação como fator de necrose tumoral alfa, homocisteína e os níveis de proteína C reativa;

9. Perda e Manutenção de Peso: aumenta o metabolismo, o gasto energético em repouso e acelera a perda de massa gorda, enquanto preserva a massa magra.

10. Redução dos Níveis de Insulina: prevenção e melhora do diabetes tipo 2, prevenção da progressão do diabetes tipo 1, alterando a expressão das sirtuinas e do gene p53.

11. Longevidade: os principais fatores envolvidos no envelhecimento que são desacelerados pela prática do jejum, são: redução do dano oxidativo a proteínas, DNA e lipídios; redução da inflamação crônica; eliminação de proteínas e organelas disfuncionais; e diminuição da glicose, insulina e IGF-1.

Os potenciais benefícios do jejum intermitente são muitos e podem ser aproveitados de maneira preventiva ou curativa, associando-o a outras terapias.

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Matéria Por

Evelyn de Paula

Médica

CRM/RR 6602 |

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