Neuromodulação

Neuromodulação

Neuromodulação é o termo utilizado para denominar terapêuticas que atuam de forma a influenciar estruturas neurológicas específicas e/ou suas adjacências. As formas mais comuns de neuromodulação se dão através de estímulos elétricos aplicados por eletrodos e administração de fármacos através de bombas infusoras.

Esta modalidade de tratamento utiliza sistemas implantados muitas vezes através de técnicas minimamente invasivas com mínimos danos ao sistema nervoso, sendo totalmente reversíveis pelo desligamento ou retirada do sistema quando necessário . Dores crônicas severas e refratárias que não respondem aos tratamentos convencionais podem ser tratadas por neuromodulação.

Há também outras formas de estimulação do sistema nervoso para tratar diversos outros tipos de dores inclusive alguns tipos de cefaleias e também outras doenças que cursam com distúrbios dos movimentos como a doença de Parkinson.

A estimulação medular é frequentemente utilizada em situações em que já não há mais nada a ser feito sob o ponto de vista cirúrgico, por exemplo em pacientes que já passaram por cirurgias na coluna e não obtiveram bons resultados ou pacientes que sofreram lesões na coluna ou em nervos e padecem com dores sequelares incapacitantes. Há também outras formas de estimulação do sistema nervoso para tratar diversos outros tipos de dores inclusive alguns tipos de cefaleias e também outras doenças que cursam com distúrbios dos movimentos como a doença de Parkinson.

Estes estímulos são aplicados através de eletrodos e geradores de corrente elétrica implantados cirurgicamente (estes aparelhos são semelhantes aos marca-passos utilizados na cardiologia ). Outra forma de neuromodulação frequentemente utilizada para tratamento de dor e espasticidade são as bombas de infusão de fármacos . São aparelhos implantados que administram drogas potentes em baixíssimas doses direto no sistema nervoso. Desta forma há possibilidade de se otimizar a ação terapêutica destas drogas ao mesmo tempo minimizando os efeitos colaterais , uma vez que quando as utilizamos por via oral precisamos de doses altas para que uma pequena parcela destas substâncias chegue ao local no sistema nervoso onde ela efetivamente irá agir.

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Matéria Por

EDUARDO QUAGGIO

Neurocirurgia

CRM/SP 112573 - RQE 39543 | Ribeirão Preto

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