Adolescer

PEDIATRIA

Adolescer

Explosão de hormônios, mudanças no corpo, muitas dúvidas sobre infinitos assuntos. A Organização Mundial da Saúde e Ministério da Saúde do Brasil , consideram adolescência o período dos 10 aos 20 anos de vida. Nessa fase, ocorre um rápido desenvolvimento físico, cognitivo, social, sexual, trazendo consequências diretas para a vida adulta, alterações comportamentais são recorrentes, facilitando conflitos e ânimos exaltados, o que deixa muitos pais confusos a respeito de como agir.

A boa notícia é que algumas posturas adotadas pelos pais, podem minimizar desgastes e mudanças negativas na relação ao longo do período. Conversas francas e diálogos constantes são a base para o processo de amadurecimento do jovem, por isso a presença e participação de figuras parentais (pai, mãe ou responsáveis) é fundamental. Essa proximidade ajuda a estabelecer uma relação de confiança, evitando que as dificuldades se tornem motivo para mágoas ou revoltas.

Cuidados com a saúde nesta fase são de extrema importância, mas frequentemente negligenciados especialmente entre os meninos, que passam por essa fase muitas vezes desassistidos. É cultural levar menino ao médico somente quando surge uma doença, dificilmente pais levam os meninos para fazer uma avaliação da saúde atual. Não ha dados no pais que comprovem o índice de idas ao médico entre jovens brasileiros, possivelmente se aproxima do registro dos E.U.A – afinal, a dificuldade do sexo masculino ir ao médico é uma realidade no mundo inteiro.

Por lá, às visitas na maioria das vezes, são intercorrências de alguns problemas crônicos (43%). Encontra partida meninas vão ao ginecologista por prevenção (72%) logo que entram na puberdade, geralmente quando acontece a menarca (primeira menstruação). Se pensarmos nos consultórios médicos, há procura de serviço especializados para ambos os sexos. O que acontece é que os meninos tem menos possibilidade de aceso porque a referência no atendimento as meninas é o ginecologista, quando entrem na puberdade.

Questões culturais permeiam esta conduta, há neste posicionamento muito forte no patriarcado que defende que o sexo masculino não precisa de educação sexual, de que são viris, destemidos e têm um quê de “super heróis” – Eles não adoecem, afinal são homens o que se vê é que a contracepção e a reprodução humana são delegadas a questões femininas mesmo que os meninos tenham participação como adjuvantes, não de pessoa diretamente vinculada.

A menina faz exames preconcepção, planeja a prole, faz exames de rotina. Dificilmente o menino faz isso. Nesta fase em que os adolescentes se distanciam dos pais, vão procurar ajuda com o melhor amigo que sabe tanto ou menos que ele. A presença medica de um Hebiatra (especialidade medica dedicada ao cuidado do adolescente) é a referência neste atendimento, que pode colaborar ou promover saúde, estabelecer laços de confiança com a família, promover prevenção de acidentes, ouvir duvidas que surgem nesta etapa tão conturbada de transformações físicas, emocionais e hormonais.

Assim sendo o médico Hebiatra pode detectar alguma fragilidade relacionada a parte social do adolescente, como ele se relaciona com a família, se esta suscetível ao uso de drogas, como está o seu desenvolvimento dos caracteres sexuais de acordo com seu sexo. A recomendação é que os adolescentes visitem o médico uma vez por ano para uma avaliação geral da saúde global. Hebiatras costumam avaliar 8 áreas da vida do jovem: moradia, educação, hábitos alimentares, atividades, uso de drogas, sexualidade, segurança.

Assim verifica-se o perfil de cada paciente, listando e respondendo as dúvidas mais comuns que cada paciente apresenta referente a cada etapa vivida. Dentre as atividades destaca-se a questão do abuso das telas: meninos passam horas em frente as telas (tablete, computador, celular, vídeo game, televisão). Isso pode trazer prejuízo físico, como nos hábitos alimentares, escoliose, miopia, anemia, constipação, este outro é o ciber bullying.

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Matéria Por

Angela Bartira Famer de Azevedo Dias

Pediatria

CRM/SC 5543 | RQE 5805 | RQE 1957 | Balneário Camboriú

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