PSICOLOGIA

O papel das emoções

Experimentamos, em nosso cotidiano, várias emoções, que mudam o tempo todo. Este é um fenômeno universal e do qual não temos controle. Mas, afinal, qual a utilidade de nos emocionarmos? Nos indivíduos com desenvolvimento normal, as emoções surgem como uma importante resposta adaptativa ao ambiente. Emocionar-se faz parte de nosso processo evolutivo e para cada emoção que sentimos, há um substrato neural correspondente, um estado afetivo associado – o que chamamos de sentimento – e uma tendência para a ação.

As emoções são uma resposta rápida do nosso organismo ao que acontece ao nosso redor. Assim, nos preparam para uma ação mais efetiva e facilitam a comunicação com outros indivíduos. Quando nos emocionamos, exibimos alterações em nossa expressão facial, postura corporal e tom de voz, o que influencia no comportamento das pessoas que nos cercam. Mesmo emoções consideradas ruins têm um papel individual e social importante. Abaixo, são observadas as funções de algumas emoções específicas:

Tristeza: apesar de normalmente vista como negativa, esta emoção tem função protetiva. Quando estamos tristes, o nível de atividade de nosso organismo é reduzido, nos poupando de esforços desnecessários. A tristeza mostra que algo está faltando ou que não está como gostaríamos e, quando expressada, favorece o acesso a suporte social.

Raiva: comunica que estamos diante de uma situação de frustração porque não conseguimos alcançar um objetivo ou porque alguém ou algo importante está sendo atacado. Para responder à situação, há um aumento de adrenalina no organismo, que leva à aceleração cardíaca e respiratória, nos preparando para uma rápida ação de enfrentamento.

Medo: também provoca aceleração cardíaca e respiratória, mas como resposta a situações de risco. Evolutivamente, o medo é altamente relacionado à sobrevivência, pois ativa respostas de luta ou fuga de estímulos do ambiente, interpretados como perigosos.

Alegria: esta emoção provoca a liberação dos neurotransmissores dopamina e endorfina no cérebro, o que está associado à sensação de prazer. A alegria ocorre, por exemplo, quando alcançamos um objetivo ou resultado desejado ou quando estamos diante de situações de amor e afeto. Seu papel adaptativo está em seu potencial para motivar e incentivar nossas ações.

Amor: essa emoção surge quando nos movemos na direção daqueles ou das coisas que nos sãos importantes. Quando amamos, apresentamos a tendência em expressar e querer dividir coisas positivas com os outros. O amor tem alto papel evolutivo por beneficiar o senso de comunidade e a procriação, pois favorece os cuidados parentais com a prole.

É importante ressaltar que compreender e aceitar nossas emoções não significa viver apenas em função delas, o que pode levar a uma falha na regulação emocional e, consequentemente, a outros problemas psicológicos. Se você tem dificuldades em lidar com suas emoções e estas se tornaram fonte de sofrimento, procure ajuda, pois é possível melhorar!

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Matéria Por

MARIANA DE TOLEDO CHAGAS

Psicólogo

CRP 06/130355 | Araçatuba

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