Tumores Cerebrais

NEUROLOGIA

Tumores Cerebrais

Vamos falar de uma das doenças que mais assustam quando descobertas em alguma pessoa e que hoje em dia, graças a técnicas microcirúrgicas e os tratamentos adjuvantes como radioterapia e quimioterapia podem curar ou aumentar o tempo de sobrevida. A incidência dos tumores no sistema nervoso central (SNC) vem aumentando, talvez pelos melhores recursos neuro-radiológicos disponíveis, ou pela elevação significativa do número de casos. A incidência varia entre 10 a 17 casos por 100 mil pessoas para os intracranianos e entre 1 a 2 casos por 100 mil para os intraespinhais.

Dos tumores intracranianos, metade a três quartos são primários (nascendo do próprio cérebro) e os demais, metastáticos (secundários a tumores de outras regiões do corpo). Tumores de crescimento lento podem atingir um tamanho muito grande e causar alterações estruturais expressivas com mínima sintomatologia, sendo incomum a necessidade de cirurgia de emergência. O crescimento do tumor durante longo período de tempo permite que o cérebro se ajuste e mantenha a sua função em nível quase normal.

Os sintomas que surgem durante um curto período sugerem uma patologia mais ameaçadora, agressiva, de crescimento rápido. Os sintomas de gliomas (primários do cérebro) de alto grau e as metástases tipicamente progridem em alguns dias ou semanas, enquanto os sintomas de lesões pouco agressivas e tumores benignos podem progredir em meses ou anos. A ausência de sintomas é mais comum em tumores de baixo grau e pequenas lesões sem inchaço ao redor. Os sintomas e sinais de um tumor cerebral dependem do tipo de tumor e sua localização no cérebro, podendo incluir dor de cabeça, vômitos, crises convulsivas (epilépticas), diminuição de sensibilidade e de força em uma região do corpo e alterações de conduta e personalidade, perda auditiva, distúrbios de linguagem etc.

Diferentemente de outros tipos de câncer, os fatores de risco para o desenvolvimento de tumores cerebrais ainda não foram estabelecidos. Até o momento, a exposição à radiação é o único fator conhecido. Em algumas condições genéticas raras, pode haver aumento da incidência de tumores cerebrais. Os métodos mais comumente empregados para avaliação diagnóstica dos pacientes com suspeita de tumor cerebral são a Tomografia Computadorizada (TC) e a Ressonância Magnética (RM) cerebral, ambos com utilização de contraste.

A RM cerebral é o método de escolha pois permite melhor avaliação da extensão da lesão e do envolvimento de estruturas anatômicas, possibilitando melhor planejamento cirúrgico. O tratamento cirúrgico, sempre que possível, deve ser realizado por neurocirurgiões experientes e habilitados, com uso de microscópios e outros acessórios, como aspiradores ultrassônicos e neuro navegadores que darão a segurança necessária para um procedimento com menores riscos. A terapia adjuvante pode incluir radioterapia e quimioterapia, que podem aumentar a sobrevida e o controle local.

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Matéria Por

Luís Fernando Cardoso Dias

Neurocirurgia

CRM/PR: 11321 RQE: 4111 | RQE: 4110 | Arapongas

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