Alopecia Androgenética

DERMATOLOGIA

Alopecia Androgenética

Popularmente conhecida como calvície, a diminuição e perda do volume capilar afeta homens e mulheres. O diagnóstico e tratamento precoce pode impedir a perda definitiva dos fios. No entanto diversas afecções podem levar a queda ou diminuição dos fios e, uma das mais importantes e mais comum delas é a alopecia androgenética, popularmente conhecida como calvície. A patogênese central desta condição é a miniaturização dos fios, isto é, o fio se torna mais fino, curto com ciclos menores e com o passar do tempo deixa de existir .

A alopecia androgenética na população masculina apresenta-se inicialmente com rarefação nos recessos fronto temporais (entradas) e no vértice (topo da cabeça), que evolui progressivamente para perda dos fios de quase todo couro cabeludo. A causa deste processo nos homens está intimamente relacionada a ligação de hormônios aos folículos, o hormônio testosterona é transformado no hormônio di-hidrotestosterona na proximidade dos fios, este último é o causador da miniaturização. As mulheres também podem ser afetadas por este processo de miniaturização dos fios.

Classicamente denominávamos esta condição de Alopecia Androgenética Feminina, no entanto, como a patogênese não é exatamente a mesma dos casos masculinos, e o termo mais correto a ser usado hoje é Alopecia de Padrão Feminino. Ela se manifesta tipicamente pelo afinamento dos fios na região central do couro cabeludo, dando impressão que a linha de divisão dos cabelos está alargada, geralmente preservando a linha de implantação dos cabelos. Os fatores implicados como causa do afinamento e perda dos fios ainda não está completamente determinado como no caso da masculina, sabe-se que existem fatores hormonais implicados, porém estes não justificam todas as alterações encontradas.

O diagnóstico é feito pelo médico dermatologista e existem um gama de tratamentos clínicos e procedimentos para estabilizar a evolução da perda dos fios, e retomar o ciclo normal dos folículos miniaturizados. Para o diagnósticos são utilizadas as características da clínica, e a tricoscopia - que é um exame onde é utilizada uma luz polarizada e aumento para a visualização das alterações do fios e couro cabeludo. Com esta ferramenta o diagnóstico pode ser feito em casos precoces e o acompanhamento mais objetivo, é possível com registro e comparação das imagens.

Já o tratamento é feito com medicações aplicadas diariamente no couro cabeludo, medicações sistêmicas. Atualmente temos opções adjuvantes como injeção de medicamentos na pele (mesoterapia e MMP®) as quais vêm mudando o prognóstico da alopecia androgenética e permitindo melhores resultados do que apenas o uso das medicações tradicionais, principalmente se iniciados precocemente. Nos casos mais avançados, existe ainda a opção do transplante capilar. É muito importante a compreensão do paciente sobre esta condição e que o tratamento deve ser contínuo para que alcance e mantenha bons resultados.

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Matéria Por

Camila Orathes

Dermatologia

CRM/PR 29155 | RQE 23158 | Apucarana

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